terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

O QUE FICA !

Leyda Regis, nossa Patrona de Honra estaria este mês completando cento e dez anos anos de nascimento. A lembrança chega com imensa saudade, e nós querendo reviver alguns momentos, colocamos para os amigos toques da sua presença entre nós.
Se você chegou a esta página assim, de repente, e não correu ainda nossas páginas, não deixe de ler a que traz: Patrona de Honra.


Leyda Regis (sentada), Conceição, Hermínia, Vandete Regis e Rosa Faria.
 (Foto Shirley Rocha)

O que fica !

Leyda Regis

Vai longe o tempo!...em que corria, rindo,
por entre as flores, perfumando o ar!...
E ao colhê-las nem sequer sentindo
que a flor nascera para embelezar!...

E que abrindo, aos poucos, colorindo
tudo ao redor ou em qualquer lugar
sonhos desnudos veste, presumindo
realidade possa, enfim chegar!...

Naquele tempo de alegria pura,
pleno de amor, sem sombra de amargura
que o coração embala, dulcifica...

Tudo se foi!... prazer, riso, candura,
a lágrima enxugada na ternura,
Tudo se foi!... mas a saudade fica!...

Aracaju, 26.10.1990.

Dona Leyda cercada por Shirley, Mônica, Yvone, Ligia, Conceição, Hermínia
 (Reunião 17.04.1993-Foto Shirley Rocha) 
Adeus

Leyda Regis

Adeus minha Aracaju
terra do coco e caju,
da manga e do sapoti...
Minha “cidade menina’,
com perfume de bonina,
tenho saudade de ti!

Adeus banho da Atalaia,
esta tão bonita praia
que orla as bandas do leste;
E com rendas e bordados,
formando ricos brocados
de verde e branco se veste!

Adeus meu céu azulado
todo de branco estofado
com farrapos de algodão...
Adeus estrelas brilhantes,
preciosos diamantes,
piscando na escuridão!

Adeus sol que ao meio-dia
por toda terra irradia
intensa luz e calor;
Adeus luz argêntea e bela,
que aos namorados releva
os sonhos de um grande amor!

Adeus lindos passarinhos,
voando em busca de ninhos
que fazem nos arvoredos;
Cantando pela amplidão
da verdejante mansidão
onde guardam seus segredos.

O meu adeus às igrejas
em que dores e pelejas
eu ia desabafar...
E voltava confortada,
a alma plena, alentada
por Cristo tanto nos amar!...

Adeus querida casinha,
pois sendo, embora sozinha,
jamais estive isolada;
Os amigos e parentes
estavam presentes,
gente boa, gente amada!...

Adeus mimosa roseira,
toda airosa, tão faceira
o meu canteiro enfeitando
e abrindo o róseo botão
parecendo o coração
e de alegria exultando!...

Adeus meu santo oratório,
onde em contrito ofertório
fazia minha oração:
Pedindo, sempre pedindo
que Jesus, a prece ouvindo,
das culpas me dê perdão!



Leyda  Regis (direita) em obra beneficente.Álbum da família.

Olhando o crucifixo

Leyda Regis

Sombrios dias, dias de tristeza,
noites seguidas em nossa alma crente!
No templo, os sinos dolorosamente,
plangem com eles toda a natureza!

Eu sinto a alma de amargura presa,
fitando o Cristo duma Cruz pedente...
Como é sublime ver, humildemente,
aniquilar-se tanta realeza?!...

Choraste, Cristo, lágrimas de sangue...
e no Calvário, em negra Cruz, exangue,
por minha vida deste a própria vida!...

...E eu que vivo só porque morreste,
que ao Céu irei por que do Céu desceste,
‘inda não sou bastante agradecida!!!...

 Yvone, Cléa, Leyda, Conceição e Lígia.
(Primeira reunião da ALV-22.12.1992. Foto Shirley Rocha)