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| No Memorial fomos recepcionadas pela Diretora Sayonara Viana, que nos levou ao local escolhido para colocar o quadro pintado por Rosa Faria, junto ao seu acervo. Presentes Shirley Maria Santana Rocha - presidente da Academia Literária de Vida, Sayonara Rodrigues Viana, Wilma Rangel, Izaíra Sousa Mendonça, Yvone Mendonça de Sousa e Maria Luiza Jesus de Almeida Santos |
Dia 24 de fevereiro iniciamos nosso ano acadêmico, com uma reunião ordinária realizado no Memorial de Sergipe Prof. Uchôa, na Orla da Atalaia, um local aprazível, olhando as ondas do mar...
A confreira do dia, Yvone Mendonça de Sousa trouxe consigo sua irmâ Izaira Mendonça e uma amiga e ex-colega de Izaira, senhora Wilma Rangel, ambas enfermeiras de longa carreira no Rio de Janeiro, hoje aposentadas.
Após a apresentação da pauta e assuntos pertinentes por Shirley Rocha, propostas e soluções apresentadas e aprovadas, chegou a vez de apreciarmos os dons literários das acadêmicas inscritas. Yvone Mendonça homenageou a confreira Ailezz, lendo um comentário bastante elogioso, sobre o livro Meu Eu Poético, lançado recentemente em janeiro desse ano. A apreciação já está no nosso blog, dia 19 de janeiro. marcador Publicações.
A confreira Cléa Brandão apresentou uma poesia escrita por ela, mas antes fez o comentário sobre o que a inspirou - foi uma poesia de Ailezz, Minha Janela - do livro Meu Eu Poético - e leu a poesia:
Minha janela
minha janela
não é larga
mas me faz
ver
o
mundo
se estreita
para muitos
para mim ela
se escancara
fundindo
lembranças e
sonhos
minha janela
me faz bela
quando por
ela passo
segura meus
anseios
e me ajuda
a voar...
Cléa Brandão tem no seu apartamento duas janelas, e de lá ela aprecia o mundo ao longe, e dai a sua reflexão em poesia.
Das minhas janelas
Das minhas
janelas vejo o mar
E o rio mar
Ondas vão e
vêm como brilhantes
Espumas brancas,
correntes, convidam a pensar
Sonhando que
levem meu pesar
Das minhas
janelas choro, rio, oro
Para de Deus
ser perdoada e abençoada.
Das minhas
janelas vejo passantes apressados e lentos
Vejo tetos
que abrigam pessoas risonhas e tristes!
Ouço pássaros
e gorjeios tão felizes...
Sinto o cheiro
da padaria próxima
E das
arvores dos quintais
que me
convidam a degustar saudades.
Tempos ilardos que sempre retornarão
Apenas na
minha fértil imaginação.
Cléa Brandão - janeiro -2026
Em seguida foi a vez de Ailezz ler sua crônica poética
Muros
Nos meus noventa e dois anos, lembro-me menina brincando de boneca e de esconde-esconde
Lembro de
subir em muros para tirar mamonas, para guerrear, sem medir o perigo de ser uma
guerrilheira.
Hoje, tudo
ficou simples, que acho bonito que a vida me apresenta guerrilhas.
Nos meus
momentos lúdicos, escuto vozes a me pedirem para subir sem medo e agradecer por
estar superando muros a me elevar, não só nas bonanças, mas no meu conhecer.
Então rio,
satisfeita de ser.
Seguindo
tranquila, certa de que amanhã será outro dia de curtir e vencer com a vida.
Ailezz - 24/02/2026
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| O lanche de frutas e bolo e música com versos do livro de Ailezz, graças ao seu filho Beto |
Como disse Eunice Guimarães no seu perfil no Instagram:
Foi...
"Uma tarde agradabilíssima tecida de ideias, afetos e poesia, daquelas que permanecem na memória e no coração."
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| Inácia, Carminha, Yvone, Ailezz, Wilma, Shirley, Eunice, Izaira, Cléa e Maria Luiza. |







