Cléa Brandão
Das minhas janelas vejo o mar
E o rio mar
Ondas vão e vêm como brilhantes
Espumas brancas, correntes, convidam a pensar
Sonhando que levem meu pesar
Das minhas janelas choro, rio, oro
Para de Deus ser perdoada e abençoada.
Das minhas janelas vejo passantes apressados e lentos
Vejo tetos que abrigam pessoas risonhas e tristes!
Ouço pássaros e gorjeios tão felizes...
Sinto o cheiro da padaria próxima
E das arvores dos quintais
que me convidam a degustar saudades.
Tempos ilardos que sempre retornarão
Apenas na minha fértil imaginação.
Cléa Brandão - janeiro -2026

