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sexta-feira, 13 de março de 2026

Das minhas janelas

  


 Cléa Brandão 


Das minhas janelas vejo o mar

E o rio mar

Ondas vão e vêm como brilhantes

Espumas brancas, correntes, convidam a pensar

Sonhando que levem meu pesar

Das minhas janelas choro, rio, oro

Para de Deus ser perdoada e abençoada.

Das minhas janelas vejo passantes apressados e  lentos

Vejo tetos que abrigam pessoas risonhas e tristes!

Ouço pássaros e gorjeios tão felizes...

Sinto o cheiro da padaria próxima

E das arvores dos quintais

que me convidam a degustar saudades.

Tempos ilardos que sempre retornarão

Apenas na minha fértil imaginação.

Cléa Brandão - janeiro -2026