Seguindo a trajetória da confreira Sandra Natividade com o lançando do seu mais recente livro - "Batistas em Maruim (1926-2026), por ocasião do centenário da igreja nessa cidade, Maruim, município de Sergipe; chegamos ao lançamento aqui na cidade de Aracaju, precisamente na Academia Sergipana de Letras, casa mais ilustre da cultura sergipana, a convite do seu presidente Dr. Anderson Nascimento e a sua esposa, também acadêmica a doutora Luzia Nascimento.
A noite de 11 de maio serviu ao encontro de amigos e admiradores
da boa pesquisa e de tema tão importante aos que seguem a igreja Batista ou
gostam de conhecimento em geral. Sandra tem um estilo simples e objetivo na sua
escrita. Pesquisadora perspicaz, vai a fundo naquilo a que se propõe,
transmitindo confiança nos seus propósitos, nesse deixou mais um legado inestimável. A proposta da Convenção Batista, através o pastor Carlos Alberto,
era para ser o marco nas comemorações do centenário da igreja fundada em 1926,
por uma simples e tenaz senhora, Antônia Rosa, que até hoje não tinha nenhuma
referência de louvor merecedora da sua grandiosa obra.
Na abertura do evento, Sandra Natividade após os cumprimentos às
autoridades e público presentes fez uma breve apresentação do livro, inclusive
nomeando as dificuldades e agradecendo as pessoas que se prontificaram a
ajudá-la:
“Prezadíssimos amigos de jornada
literária, expressarei algumas palavras eivadas de gratidão: a Deus, a
Convenção Batista Sergipana - CBS na pessoa do seu atual presidente pastor Carlos
Alberto Carvalho Silva representando estatutariamente as igrejas Batistas do
campo sergipano; gratidão aos que de perto contribuíram com Batistas em Maruim
1926 - 2026: Trajeto centenário - Fragmentos - prefaciadores, autor da Aba e
escritor da quarta capa, profa. Maria Lucía Marques Cruz e Silva, pr. Maurílio
Mendes, professor dr. Frank Rolim e pr. Gilton Alves de Aquino,
respectivamente.
A gratidão deste momento se estende aos
presidentes dos Sodalícios: Academia Sergipana de Letras - dr. José Anderson do
Nascimento e sua esposa a confreira Luzia Nascimento, presidente da Associação
Sergipana de Imprensa jorn. Cleiber Vieira, presidente da ALV - jorn. Shirley
Rocha e as confreiras Yvone Mendonça, Izabel Melo, Cléa Brandão, Inácia Dórea,
Eunice Guimarães, Jane Nascimento e Ailezz Rocha, ao professor doutor Frank
Rolim - presidente da ALA e o confrade Ismael Pereira, professora doutora Sônia
Maria de Azevedo Viana - presidente da União Brasileira de Escritores
núcleo/Aracaju com extensão aos confrades presentes Gleyde Selma Menezes e Adelmo Menezes, a profa. escritora Lúcia Marques - presidente da Academia
Maruinense de Letras e Artes, ao presidente da PIBA - pr. Paulo[S1] Sérgio dos Santos e sua esposa Sônia,
enfim, gratidão a todos os confrades, irmãos das várias denominações
evangélicas e amigos católicos e de outras religiões, por suas ilustres
presenças, impossível amados convidados nominar essa plêiade de amigos que meus
olhos estão a visualizar.
UM POUCO DA HISTÓRIA
A denominação evangélica Batista
instalou-se em Maruim, graças a firmeza e determinação de uma mulher
identificada como Antônia Rosa, que se deslocou com um grupo de irmãos na fé
presumivelmente em 1924/25 do Pov. Siririzinho, pertencente ao município de
Rosário do Catete, até Maruim, enfrentando estrada de chão batido gastando no
percurso 2h, as vezes para encurtar o trajeto enveredavam-se por entre os
canaviais da região, assim foi organizada em 25 de abril de 1926 a Igreja
Batista de Maruim. O Senhor do tempo e da história fez o trabalho dos
protestantes prosperar pelas mãos de homens, mulheres e crianças, esses não se
preocupavam com distância geográfica, sem imóvel próprio passaram por alguns
alugados a exemplo: nas Ruas da Cancela, Jackson de Figueiredo, Aquidabã, do
Bumba ou do Sol, R. do Cabula, do Assobio e finalmente Rua do Remanso onde na
década de 1960 gestão do pastor José Belarmino do Monte foi construído o
primeiro templo e, as histórias das construções e reformas se estenderam nas
gestões dos pastores João Alves da Silva e Danilo Gustavo Leandro Dias.
Até chegar à marca dos 100 anos, muito
trabalho e novas instituições passaram a compor o cenário batista, a partir da
cidade de Maruim, onde o brilho pujante da economia que fulgurou no passado não
se apagará. A igreja pioneira organizou três filhas: Igreja Batista em Siriri,
Igreja Batista em Santo Amaro das Brotas-Koinonia e no município de Maruim a
Igreja Batista Manah. Em 10 de outubro de 2025, a CBS organizou a PIB em
Maruim. Assim naquela cidade existem 03 igrejas: Igreja Batista de Maruim- Comunidade
Batista do Amor, Igreja Batista Manah e PIB em Maruim.
Tenho consciência meus senhores e
minhas senhoras, do amor incontestável de Deus por todos aqueles que nele
confiam. Por acreditar sem qualquer reserva, incursionei na pesquisa minudente
que teima em me acompanhar. As vezes tento até me desvencilhar, mas ela não me
larga. Então, entrego neste ocaso noitinha do dia 11 de maio de 2026, a obra
“Batistas em Maruim 1926-2026 Trajeto Centenário – fragmentos”. Boa leitura e,
celebremos estes 100 anos com o vigor que ele merece. Que Deus seja louvado e
nos abençoe sempre.
A DEUS TODA HONRA!
-
Em seguida a confreira e também escritora Yvone Mendonça de Sousa fez uma linda saudação enaltecendo o trabalho de Sandra Natividade:
Senhores e senhoras,
Estamos aqui nesta Academia Sergipana de Letras, que é um santuário onde se cultua o Livro e o Saber, um dos mais importantes sodalícios, para o lançamento de mais um livro da ilustre jornalista Sandra Natividade. Não é um momento qualquer. É um momento sublime. É mais um livro cuja leitura abre perspectivas de conhecimento e luz para vidas e corações.
Com muita propriedade Eça de Queiroz afirmou — “que só um livro é capaz de fazer a eternidade de um povo”. Sabe-se que o desejo de repassar ideias, conhecimento para os pósteros advém dos tempos primitivos, pré-históricos sob as diversas formas de comunicar-se: pinturas rupestres, sinais ideográficos, alfabeto hieróglifos no Egito, finalmente, a escrita, na era moderna e também na contemporânea com o livro impresso e digital. Estamos convictos de que o livro impresso coexistirá concomitantemente ainda por longos anos.
Neste momento, a ilustre jornalista Sandra Natividade traz a lume
mais um livro de pesquisa histórica entre tantos que já publicou sobre a saga
teológica dos Batistas na Evangelização no Estado de Sergipe.
Agora, neste momento, “Batistas em Maruim – Trajeto Centenário – Fragmentos e nele apresenta a força de uma simples e grande
mulher por paradoxal que pareça, que nasceu em Siririzinho. Residindo
nesta cidade, foi a precursora em levar as boas novas do Evangelho a Maruim em
razão de sua pública decisão a Cristo através da PIB de Aracaju da qual se
tornou membro.
Segundo a autora, era uma mulher simples que viveu no anonimato,
mas determinada por seu compromisso de cristã de levar a todos, com destemor, a
preciosa semente do Evangelho da Graça, sempre em paz com todos. Ela soube
calçar com humildade e amor as sandálias do pescador e saiu a pescar almas para
Cristo. Naquela época, os caminhos eram íngremes, sem transporte condizente,
mas não lhe faltou a coragem de levar e plantar no coração e na alma das
pessoas a semente do Evangelho que é luz e que é Amor. Para a querida irmã
Antônia Rosa, o importante era saber em quem depositava sua confiança, sabendo
que Cristo é infalível e Senhor Absoluto da vida dos que n’Ele confiam.
Esta, resumida e apaixonante história de amor está registrada no
livro da jornalista Sandra Natividade que por certo encantará seus leitores.
Se Eça de Queiroz afirmou que só um livro é capaz de fazer a
eternidade de um povo, ele também é capaz de eternizar um exemplo de fé e de
amor. Sim, porque o advento da imprensa na Era Moderna, com
Gutemberg, em 1440, ao aperfeiçoar a prensa móvel permitiu a reprodução em
massa de textos, surgindo o livro mais acessível à sociedade,
transformando a história da cultura e dando acesso aos estudiosos à
multiplicação do saber.
A Bíblia foi o primeiro livro impresso pelo grande gênio alemão Gutemberg
inventor da imprensa e foi exatamente a Bíblia que a querida personagem Antônia
Rosa, usou como instrumento fundamental na conversão de almas para Cristo.
Entusiasmado com a invenção da IMPRENSA, Castro Alves em seu antológico
poema, “O Livro e a América” bradou: “
"Por uma fatalidade
Dessas que descem do além
O século que viu Colombo
Viu Gutemberg também
Na Alemanha o velho
obreiro
A ave da imprensa
gerou
Ó bendito o que semeia
Livro, livros a mancheia
E manda o povo pensar
O livro caindo n’alma
É germe que faz a palma
É chuva que faz o mar".
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