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quarta-feira, 20 de maio de 2026

BATISTAS EM MARUIM (2) - ACADEMIA SERGIPANA DE LETRAS


Seguindo a trajetória da confreira Sandra Natividade com o lançando do seu mais recente livro - "Batistas em Maruim (1926-2026), por ocasião do centenário da igreja nessa cidade, Maruim, município de Sergipe; chegamos ao lançamento aqui na cidade de Aracaju, precisamente na Academia Sergipana de Letras, casa mais ilustre da cultura sergipana, a convite do seu presidente Dr. Anderson Nascimento e a sua esposa, também acadêmica a doutora Luzia Nascimento.

A noite de 11 de maio serviu ao encontro de amigos e admiradores da boa pesquisa e de tema tão importante aos que seguem a igreja Batista ou gostam de conhecimento em geral. Sandra tem um estilo simples e objetivo na sua escrita. Pesquisadora perspicaz, vai a fundo naquilo a que se propõe, transmitindo confiança nos seus propósitos, nesse deixou mais um legado inestimável. A proposta da Convenção Batista, através o pastor Carlos Alberto, era para ser o marco nas comemorações do centenário da igreja fundada em 1926, por uma simples e tenaz senhora, Antônia Rosa, que até hoje não tinha nenhuma referência de louvor merecedora da sua grandiosa obra.

Na abertura do evento, Sandra Natividade após os cumprimentos às autoridades e público presentes fez uma breve apresentação do livro, inclusive nomeando as dificuldades e agradecendo as pessoas que se prontificaram a ajudá-la: 




“Prezadíssimos amigos de jornada literária, expressarei algumas palavras eivadas de gratidão: a Deus, a Convenção Batista Sergipana - CBS na pessoa do seu atual presidente pastor Carlos Alberto Carvalho Silva representando estatutariamente as igrejas Batistas do campo sergipano; gratidão aos que de perto contribuíram com Batistas em Maruim 1926 - 2026: Trajeto centenário - Fragmentos - prefaciadores, autor da Aba e escritor da quarta capa, profa. Maria Lucía Marques Cruz e Silva, pr. Maurílio Mendes, professor dr. Frank Rolim e pr. Gilton Alves de Aquino, respectivamente.

A gratidão deste momento se estende aos presidentes dos Sodalícios: Academia Sergipana de Letras - dr. José Anderson do Nascimento e sua esposa a confreira Luzia Nascimento, presidente da Associação Sergipana de Imprensa jorn. Cleiber Vieira, presidente da ALV - jorn. Shirley Rocha e as confreiras Yvone Mendonça, Izabel Melo, Cléa Brandão, Inácia Dórea, Eunice Guimarães, Jane Nascimento e Ailezz Rocha, ao professor doutor Frank Rolim - presidente da ALA e o confrade Ismael Pereira, professora doutora Sônia Maria de Azevedo Viana - presidente da União Brasileira de Escritores núcleo/Aracaju com extensão aos confrades presentes Gleyde Selma Menezes e Adelmo Menezes, a profa. escritora Lúcia Marques - presidente da Academia Maruinense de Letras e Artes, ao presidente da PIBA - pr. Paulo[S1]  Sérgio dos Santos e sua esposa Sônia, enfim, gratidão a todos os confrades, irmãos das várias denominações evangélicas e amigos católicos e de outras religiões, por suas ilustres presenças, impossível amados convidados nominar essa plêiade de amigos que meus olhos estão a visualizar.

UM POUCO DA HISTÓRIA

A denominação evangélica Batista instalou-se em Maruim, graças a firmeza e determinação de uma mulher identificada como Antônia Rosa, que se deslocou com um grupo de irmãos na fé presumivelmente em 1924/25 do Pov. Siririzinho, pertencente ao município de Rosário do Catete, até Maruim, enfrentando estrada de chão batido gastando no percurso 2h, as vezes para encurtar o trajeto enveredavam-se por entre os canaviais da região, assim foi organizada em 25 de abril de 1926 a Igreja Batista de Maruim. O Senhor do tempo e da história fez o trabalho dos protestantes prosperar pelas mãos de homens, mulheres e crianças, esses não se preocupavam com distância geográfica, sem imóvel próprio passaram por alguns alugados a exemplo: nas Ruas da Cancela, Jackson de Figueiredo, Aquidabã, do Bumba ou do Sol, R. do Cabula, do Assobio e finalmente Rua do Remanso onde na década de 1960 gestão do pastor José Belarmino do Monte foi construído o primeiro templo e, as histórias das construções e reformas se estenderam nas gestões dos pastores João Alves da Silva e Danilo Gustavo Leandro Dias.

Até chegar à marca dos 100 anos, muito trabalho e novas instituições passaram a compor o cenário batista, a partir da cidade de Maruim, onde o brilho pujante da economia que fulgurou no passado não se apagará. A igreja pioneira organizou três filhas: Igreja Batista em Siriri, Igreja Batista em Santo Amaro das Brotas-Koinonia e no município de Maruim a Igreja Batista Manah. Em 10 de outubro de 2025, a CBS organizou a PIB em Maruim. Assim naquela cidade existem 03 igrejas: Igreja Batista de Maruim- Comunidade Batista do Amor, Igreja Batista Manah e PIB em Maruim.

Tenho consciência meus senhores e minhas senhoras, do amor incontestável de Deus por todos aqueles que nele confiam. Por acreditar sem qualquer reserva, incursionei na pesquisa minudente que teima em me acompanhar. As vezes tento até me desvencilhar, mas ela não me larga. Então, entrego neste ocaso noitinha do dia 11 de maio de 2026, a obra “Batistas em Maruim 1926-2026 Trajeto Centenário – fragmentos”. Boa leitura e, celebremos estes 100 anos com o vigor que ele merece. Que Deus seja louvado e nos abençoe sempre. 

A DEUS TODA HONRA!

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Em seguida a confreira e também escritora Yvone Mendonça de Sousa fez uma linda saudação enaltecendo o trabalho de Sandra Natividade:


 Senhores e senhoras,

Estamos aqui nesta Academia Sergipana de Letras, que é um santuário onde se cultua o Livro e o Saber, um dos mais importantes sodalícios, para o lançamento de mais um livro da ilustre jornalista Sandra Natividade. Não é um momento qualquer. É um momento sublime. É mais um livro cuja leitura abre perspectivas de conhecimento e luz para vidas e corações. 

Com muita propriedade Eça de Queiroz afirmou — “que só um livro é capaz de fazer a eternidade de um povo”. Sabe-se que o desejo de repassar ideias, conhecimento para os pósteros advém dos tempos primitivos, pré-históricos sob as diversas formas de comunicar-se: pinturas rupestres, sinais ideográficos, alfabeto hieróglifos no Egito, finalmente, a escrita, na era moderna e também na contemporânea com o livro impresso e digital. Estamos convictos de que o livro impresso coexistirá concomitantemente ainda por longos anos.

Neste momento, a ilustre jornalista Sandra Natividade traz a lume mais um livro de pesquisa histórica entre tantos que já publicou sobre a saga teológica dos Batistas na Evangelização no Estado de Sergipe.

Agora, neste momento, “Batistas em Maruim – Trajeto Centenário – Fragmentos e nele apresenta a força de uma simples e grande mulher por paradoxal que pareça, que nasceu em Siririzinho. Residindo nesta cidade, foi a precursora em levar as boas novas do Evangelho a Maruim em razão de sua pública decisão a Cristo através da PIB de Aracaju da qual se tornou membro.

Segundo a autora, era uma mulher simples que viveu no anonimato, mas determinada por seu compromisso de cristã de levar a todos, com destemor, a preciosa semente do Evangelho da Graça, sempre em paz com todos. Ela soube calçar com humildade e amor as sandálias do pescador e saiu a pescar almas para Cristo. Naquela época, os caminhos eram íngremes, sem transporte condizente, mas não lhe faltou a coragem de levar e plantar no coração e na alma das pessoas a semente do Evangelho que é luz e que é Amor. Para a querida irmã Antônia Rosa, o importante era saber em quem depositava sua confiança, sabendo que Cristo é infalível e Senhor Absoluto da vida dos que n’Ele confiam.

Esta, resumida e apaixonante história de amor está registrada no livro da jornalista Sandra Natividade que por certo encantará seus leitores.

Se Eça de Queiroz afirmou que só um livro é capaz de fazer a eternidade de um povo, ele também é capaz de eternizar um exemplo de fé e de amor. Sim, porque o advento da imprensa na Era Moderna, com Gutemberg, em 1440, ao aperfeiçoar a prensa móvel permitiu a reprodução em massa de textos, surgindo o livro mais acessível à sociedade, transformando a história da cultura e dando acesso aos estudiosos à multiplicação do saber.

A Bíblia foi o primeiro livro impresso pelo grande gênio alemão Gutemberg inventor da imprensa e foi exatamente a Bíblia que a querida personagem Antônia Rosa, usou como instrumento fundamental na conversão de almas para Cristo. Entusiasmado com a invenção da IMPRENSA, Castro Alves em seu antológico poema, “O Livro e a América” bradou: “

"Por uma fatalidade

Dessas que descem do além

O século que viu Colombo


Viu Gutemberg também

Na Alemanha o velho obreiro

A ave da imprensa gerou 

 

Ó bendito o que semeia

Livro, livros a mancheia

E manda o povo pensar

 

O livro caindo n’alma

É germe que faz a palma

É chuva que faz o mar".

                                  ***


 













Equipe de apoio: Abeaci, Rose, Jacilene, dca. Ruth,Tereza, dca. Leide, Elisabete e Denise.

Edição Shirey Rocha, com fotos de Ana Tereza.