IMPRESSÕES ACERCA DE
Por Sandra Natividade
Livro tem cheiro, gosto de tê-los comigo, esta semana
me chegou às mãos O LIVRO DO JUBILEU - O RELICÁRIO DE EMANUEL ZACARIAS, em
comemoração aos 50 anos de sua formatura em Medicina, fato ocorrido em dezembro
do ano anterior. Emanuel é escritor por excelência, poeta, contista, produtor
de textos para a imprensa, enfim, tem vivência com as palavras, chegando o bom
seguidor da ciência Hipocrática na fase em que comemora com júbilo meio século
de vida dedicada a medicina proporcionando ao ávido leitor a oportunidade de
ter em mãos o quarto livro do médico-escritor. Muitos creio que, ainda guardam
em suas bibliotecas o primeiro livro lançado há exatos 42 anos, sob o título: “Retalhos
do Tempo”, 1984. Mas o escritor não se acomodou, a mente brilhante
continuou a produzir e lançar assim que houvesse um pouquinho de tempo e o fez
apresentando dois anos após, a segunda obra sob o título “Novos Horizontes”,
1986; 19 anos após saiu a publicação de “Vivências de um médico poeta”,
2005 e, finalmente este ano nos brindando com este que me move escrever um
pouco sobre essa saga preciosa, certamente
sob a inspiração do grande Castro Alves de codinome O Poeta dos Escravos, quando
se expressa lá no poema O Livro e a América, uma frase que me inspira a
reproduzi-la “Oh! Bendito o que semeia/Livros... livros a mão cheia.../e manda
o povo pensar! / O livro, caindo n’alma/ É germe – que faz a palma./ É chuva –
que faz o mar”! Parabéns Emanuel por mais esta pérola que
produziu, entregando ao seu público leitor, há muito esperando nova produção de
sua lavra.
Rubem Alves, teólogo, poeta, pedagogo, filosofo, semeando
poesia escreveu: “Não haverá borboletas se a vida não passar por longas e
silenciosas metamorfoses”. E mais: “Um
livro é um brinquedo feito com letras. Ler é brincar”. O médico escritor
Emanuel Zacarias até enveredar na literatura iniciando pelo lirismo da poesia
que produziu, muito trabalhou se deslocando de Aracaju para outros municípios a
semelhança das cidades sergipanas de Riachão do Dantas, Pedrinhas, Estância -
só para citar estes; – em Estância o médico-escritor foi diretor do Posto
Médico do antigo INAMPS por alguns anos. Na obra, O Relicário, seu autor
escreveu na contracapa algo que destaco, transcrevendo:
“Cada página retrata uma vivência específica, revelada
através de uma coincidência de fatos marcados pelos anos do meu viver. Uma
grande parte desses fatos está registrada nas minhas crônicas escritas em
jornais e revista ao longo de quase meio século.
O livro presta uma homenagem especial aos facultativos
da nossa turma UFS-1975 de Medicina, reverenciando o nosso JUBILEU. Fala,
outrossim, da minha vida na Imprensa, na Maçonaria, a profissão, médica, bem
como minhas Bodas de Ouro acontecidas no Universo Conjugal do lar”.
Segue, portanto, Emanuel Zacarias neste seu Jubileu
que se constituiu para quem o conhece como verdadeiro sacerdócio cuidando da
saúde das pessoas. Na imprensa colaborou em vários jornais de Aracaju, Estância/SE
e ainda em O Dossel, jornal maçônico de Alagoas e entre as décadas de 1980 e
1990 na Revista Família Cristã/SP; na imprensa destaco sua participação na
Gazeta de Sergipe, mantendo semanalmente a Coluna Encontro de Domingo. Foi
participante do à época Movimento de Apoio Cultural (MAC) da Academia Sergipana
de Letras, escrevendo inclusive matérias para o Jornal Letras Sergipanas, ali
naquele Sodalício Emanuel conviveu com muitos outros poetas e me faz recordar a
saudosa intelectual, poetisa, professora Maria Lígia Madureira Pina –
presidente Emérita da Academia Literária de Vida – ALV, quando em sua obra Flagrando
a Vida, 1988, escreveu sob o título : “O Encontro”: Quando os homens
entenderem que não são ilhas, mas continentes que não são oceanos, mas
ancoradouros de Mãos Dadas formarão a Ciranda Universal e encontrarão o Caminho
da Felicidade”.
Com a competência que lhe acompanha também integrou o
corpo redatorial do Jornal da Sociedade Médica de Sergipe. Emanuel, à época,
suscitou a escrita de seus mestres escrever sobre suas obras: José Abud (intelectual,
médico e escritor) ao ler Retalhos do Tempo; Ofenísia Freire (professora e
intelectual) lendo Novos Horizontes, Yvone Mendonça de Souza (mestra, escritora
e intelectual membro da ALV), Benedito Alves de Oliveira e Judite Rocha de
Oliveira (professores, fundadores e Diretores do Colégio Jackson de Figueiredo;
estes também lendo Novos Horizontes. Os aqui citados e outros mestres, amigos e
familiares de Emanuel se manifestaram sobre as obras anteriores do autor,
textos originados naquela época e, agora reproduzidos neste, O Relicário.
O leitor, nesta obra lerá acerca de: homenagens, terá
acesso a Galeria de fotos e fac-símile de recortes de jornais basicamente sobre
os temas: médicos, humanos, sociais, cristãos, esporte e medicina esportiva.
Neste universo que permeia O livro do Jubileu – O
Relicário de Emanuel Zacarias que se apresenta como misto de gratidão,
homenagens e parte do seu trajeto de vida, cabe formalmente a poética que
sempre envolve o autor, pois, foi assim que tudo começou, com o livro Retalhos
do Tempo, depois Novos horizontes e Vivências de Um Médico Poeta, obras
seguidas de perto pelos três filhos do casal Emanuel/Luziana, filhos (Victor
Emmanuel, Martha Emanuela e Vinicius Emanuel) que devotam aos pais carinho
extremado. Certamente, dessa árvore frondosa esposa/filhos nasceu tanta
inspiração poética dedicada ao Deus Senhor absoluto do Universo, ao amor, enfim,
a gratidão que invade seu coração de cristão convicto.
O Livro do Jubileu - O Relicário de Emanuel Zacarias/2026 - 318 páginas
Ed. J. Andrade Aracaju/SE.
Parcial do poema “Está Faltando Esse Amor” 03 páginas, de Emanuel Zacarias, sempre emoldurado em pergaminho nobre. Resgate da obra Retalhos do Tempo, 1984. Consagrado ao Grande Arquiteto do Universo, o Deus Criador.
*Sandra Natividade, membro da Academia Literária de Vida, da Academia Literária de Aracaju e da União Brasileira de Escritores/Núcleo Aracaju
Em 22out2026



